A força de uma cooperativa está ligada à participação ativa de seus associados. Na Vinícola Aurora, as famílias que carregam a tradição vitivinícola da Serra Gaúcha integram esse modelo por meio de representantes eleitos.
Para que a produção de vinhos, espumantes e sucos seja eficiente, é fundamental contar com uma governança estruturada com órgãos que alinham a gestão aos interesses do grupo.
Por isso, o Conselho de Administração e o Conselho Fiscal são dois dos pilares que sustentam essa construção coletiva, favorecendo uma atuação estratégica, transparente e segura.
Para mostrar como esses conselhos funcionam na prática e contribuem para o crescimento sustentável da Vinícola Aurora, conversamos com Karine Fonseca, do quadro social da cooperativa.
Qual é a função do Conselho de Administração em uma cooperativa?
Em linhas gerais, a função do Conselho de Administração é definir os rumos estratégicos da empresa, conectando os interesses dos cooperados à gestão executiva.
De acordo com Karine, o Estatuto Social da Aurora estabelece as competências do órgão. As principais são:
- Aprovar os programas de operações e serviços, inclusive o planejamento estratégico;
- Elaborar o Regimento Interno, bem como as normas e políticas destinadas à administração e funcionamento, inclusive da Diretoria Executiva;
- Deliberar sobre o orçamento elaborado pela Diretoria Executiva;
- Deliberar sobre a admissão, eliminação ou exclusão de cooperados, incluindo a aplicação de penas alternativas à eliminação;
- Examinar, mensalmente, os balancetes e o estado econômico e financeiro da cooperativa;
- Informar e apresentar relatórios periódicos de suas atividades aos cooperados.
O Conselho de Administração também é responsável por contratar e demitir diretores executivos, bem como pela atribuição de cargos, poderes e competências a eles. Da mesma forma, o organograma da Aurora passa pela aprovação deste órgão.
Quem faz parte do Conselho de Administração?
Conforme explica a entrevistada, a composição do conselho é uma forma de demonstrar a coletividade da cooperativa. Segundo o Estatuto, o Conselho de Administração é formado por, no mínimo, 10 cooperados eleitos por meio de uma Assembleia Geral, com mandatos de dois anos.
O número máximo de membros varia de acordo com os Núcleos de Cooperados, que podem optar por não indicar representantes.
Assim, são os próprios associados que ajudam a definir os rumos da vinícola, trazendo a pluralidade de ideias e experiências para escolher as melhores direções para o negócio.
E o Conselho Fiscal, como funciona?
O Conselho Fiscal, por outro lado, é responsável pela fiscalização da gestão, aumentando a transparência das operações. Com isso, a Aurora trabalha com mais responsabilidade e integridade.
Isso quer dizer que o Conselho Fiscal acompanha de perto a gestão, analisando contas, processos e decisões para que tudo seja feito de forma correta, de acordo com as regras.
Na prática, isso se traduz em três obrigações fundamentais:
- Comunicação de irregularidades: caso o Conselho Fiscal identifique irregularidades, deve comunicar formalmente ao Conselho de Administração. Se não houver providências, deve levar à próxima Assembleia Geral ou convocar uma extraordinária, além de acionar as autoridades, dependendo da gravidade.
- Apoio técnico e auditoria: o Conselho Fiscal pode utilizar relatórios de auditoria externa e contratar especialistas para cumprir suas funções, desde que comunique previamente o Conselho de Administração. Nesse caso, os custos são da cooperativa.
- Responsabilidade dos membros: os conselheiros fiscais respondem por prejuízos causados por omissão ou descumprimento da lei, do Estatuto ou do Regimento.
Como é composto o Conselho Fiscal?
O Conselho Fiscal também tem seus representantes eleitos, com mandato de um ano e atuação independente. O órgão é composto de três membros efetivos e três suplentes, sendo todos cooperados.
Para atuar como conselheiro fiscal, os associados precisam cumprir as seguintes exigências:
- Contar com pelo menos 5 anos de vínculo com a cooperativa;
- Atender, nos últimos 5 anos, ao nível mínimo de produção exigido, considerando também a produção do Conjunto Familiar, quando for o caso;
- Ter a viticultura como principal fonte de renda;
- Concluir o curso de formação de conselheiro exigido pela cooperativa.
Essa estrutura consolida o controle interno e, assim como o Conselho de Administração, reforça a participação dos cooperados na gestão da Vinícola Aurora.
Produção e governança: um equilíbrio que sustenta a cooperativa
Como a produção se inicia nos vinhedos, os cooperados têm uma grande participação no produto final e os conselhos são os responsáveis por sustentar a solidez da cooperativa.
Nesse contexto, Karine explica que o equilíbrio entre produção e governança contribui para fortalecer a operação e ampliar a confiança dos cooperados e do público na marca. A integração entre a cooperativa e os produtores também favorece decisões mais consistentes, alinhadas a uma visão de longo prazo.
“Sabe aquele ditado “A união faz a força”? O cooperativismo comprova isso na prática. A cooperativa é um modelo de negócios no qual pessoas se juntam em torno de um mesmo objetivo, visando o desenvolvimento econômico e social da coletividade e a distribuição de riqueza proporcional ao trabalho de cada associado”, afirmou.
A profissional ainda ressalta que as decisões são tomadas visando aplicar os valores da cooperativa na prática, evidenciando a confiabilidade que faz parte da trajetória da Vinícola Aurora.
A Aurora é movida por seus cooperados
A coletividade é um valor presente nas ações da Aurora desde sua fundação, em 1931, valorizando cada pessoa que faz parte do processo de levar as uvas do campo à mesa.
Mais de mil famílias associadas espalhadas pela Serra Gaúcha levam a cooperativa a ocupar o posto de maior cooperativa vinícola do país, o que também reflete na variedade dos seus rótulos.
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