Pesquisa e Desenvolvimento

Pesquisa e Desenvolvimento: como a Vinícola Aurora evolui sem abrir mão da tradição?

A área de Pesquisa e Desenvolvimento impulsiona a Vinícola Aurora na criação de novos vinhos que conectam a tradição às demandas das novas gerações....

Em um mercado de vinhos em constante evolução, marcado pela transição geracional e por novos hábitos de consumo, a Vinícola Aurora mantém sua essência enquanto busca a inovação, e é nesse cenário de crescimento que a área de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) assume um papel central.

É por meio dela que a Vinícola Aurora conecta a tradição de seus rótulos com as demandas do presente, garantindo que a qualidade e o caráter de seus produtos se mantenham relevantes.

Dados da US Wine Consumer Benchmark Segmentation Study da Wine Market Council, mostram que o mercado de vinhos vive, de fato, uma transição geracional.

Enquanto os Millennials superam os Boomers como o principal grupo de consumidores da bebida, a Geração Z mostrou que também não fica atrás, apresentando um crescimento no consumo entre 2024 e 2025 com vinhos de baixo teor alcoólico. 

As gerações mudam, a tecnologia avança, os paladares se diversificam, e o vinho precisa acompanhar esse movimento. Rótulos sem álcool, novas experiências e diferentes formas de apreciação passam a dividir espaço com rótulos que carregam décadas. Tudo isso exige olhar atento, pesquisa contínua e escolhas conscientes.

Em meio a esse processo, a área de Pesquisa e Desenvolvimento da Vinícola Aurora atua como ponte entre inovação e identidade, transformando tendências em soluções que preservam a qualidade, o caráter e a confiança construídos ao longo do tempo.

Para compreender o papel da Pesquisa e Desenvolvimento e porque ela é fundamental na produção de vinhos de alto padrão, convidamos o enólogo da Vinícola Aurora, Christian Bernardi. Confira! 

Como a área de P&D costuma atuar em bebidas? 

A área de Pesquisa e Desenvolvimento em bebidas funciona como o centro de conexão entre ciência, tecnologia e mercado. Em vinícolas, essa estrutura envolve desde enólogos, passando por produção, comunicação e vendas.

O fluxo de criação segue algumas etapas, desde a busca por oportunidades até o monitoramento de desempenho. Christian Bernardi ressalta o momento em que o projeto deixa de ser um protótipo e passa a ser um produto de linha. 

“Não se trata de uma decisão exclusivamente técnica, muitos outros critérios necessitam ser avaliados: suprimentos, jurídico, marketing, financeiro, comercial”, pontua

Durante todo o trajeto, o foco é a viabilidade técnica e econômica, o que garante que cada garrafa respeite as normas vigentes e a confiança que a marca já possui perante o consumidor.

Tendências e comportamento de consumo como ponto de partida

A criação de novos sabores em vinhos e sucos de uva tem como pilar a inovação, o acompanhamento do mercado e as mudanças nos hábitos de quem consome.

Isso é fundamental, considerando que o Brasil é o segundo país em relação ao aumento de consumo de vinho no mundo, de acordo com a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV).

Para Bernardi, o mundo do vinho é feito de movimentos: “Por hora o vinho tinto é mais importante, então o branco cresce, depois os vinhos rosés, então ganha força os espumantes, depois os vinhos mais jovens e assim por diante. Os consumidores mudam e a vitivinicultura muda junto.”.

Um exemplo recente dessa evolução é o resgate de estilos históricos, como revela o enólogo.

“Há séculos que existem os vinhos laranja, representando uma das mais tradicionais regiões do mundo, no leste europeu. Por anos ficaram esquecidos, este estilo de vinho, porém, ‘voltou à moda’. E em 2025 a Cooperativa Aurora lançou a sua versão, com uvas da safra 2024 que é fruto de um desenvolvimento de algumas safras anteriores”, relembra. 

Relatórios de mercado, feiras especializadas e o contato direto com o público em canais digitais ajudam a identificar oportunidades em relação ao público e  fazer o alinhamento com as expectativas atuais sem abrir mão da tradição dos rótulos da Aurora.  

Laboratórios e a construção do perfil de sabor

Após o estudo de tendências, o trabalho técnico ganha força no laboratório e na avaliação sensorial. No Centro Tecnológico de Viticultura (CTV), as pesquisas contribuem para o teste de novas variedades de uvas, resistentes e altamente produtivas. Esse suporte garante que as escolhas no campo resultem em uvas de alta qualidade para a indústria.

Em vinícolas estruturadas, o laboratório cuida das análises físico-químicas e microbiológicas da uva e dos produtos em criação. Parâmetros como acidez, teor alcoólico, açúcares e estabilidade são monitorados de perto, pois definem o perfil final da bebida.

Nesta fase, o enólogo da Aurora detalha o processo de busca pela identidade da bebida: “O objetivo é buscar uma composição com critérios físico-químicos ou sensoriais já conhecidos, e assim segue o dia a dia, mês a mês ou ano a ano, até alcançar esse perfil.”

Outro ponto é a padronização. Como a uva muda a cada safra, o papel da Pesquisa e Desenvolvimento, junto à enologia, é garantir o equilíbrio. O objetivo é respeitar a natureza de cada colheita sem perder a identidade e a consistência que o consumidor espera encontrar em seu rótulo favorito. 

Christian Bernardi destaca que os vinhos seguirão como a melhor expressão do terroir, termo que “representa a influência das condições naturais (clima, solo etc.), somadas à intervenção humana (viticultor, enólogo), resultando em um vinho único.”

O consumidor no centro da inovação

A inovação só ganha sentido quando o foco recai sobre quem consome. Por isso, a análise de dados caminha junto com a escuta ativa. Canais como SAC, redes sociais, visitas ao enoturismo e o contato direto com o varejo são fontes de informação para entender como os vinhos e sucos são percebidos no dia a dia.

Christian Bernardi lembra que todo esse volume de informações é importante e impacta quase que imediatamente ou diariamente o trabalho dos profissionais desses centros de inovação. Porém, é sempre importante filtrar todas as informações, para entender o mercado.

“A abrangência e relevância no mercado brasileiro da Cooperativa Aurora nos expõe a um volume de informações, críticas e feedback gigantes. Cabe a nossas equipes filtrar, tabular, entender todas estas informações, transformando em dados que podem ser aplicados tanto no ajuste de produtos, embalagem ou na forma de comunicar tudo isso.”

Esses feedbacks possibilitam ajustes de produtos que ultrapassam o sabor, pois influenciam a linguagem, o design das embalagens e até as sugestões de harmonização. Inovar, portanto, é garantir que cada lançamento tenha um propósito: conectar a marca a diferentes perfis de público por meio de experiências reais, prazerosas e fiéis à sua história.

Como conclui Christian Bernardi, a visão da inovação deve ser holística. Não se trata só de alcançar o produto desejado, mas existe a preocupação de que este produto atenda aos interesses maiores da organização”. 

P&D na Vinícola Aurora: inovação com base técnica e tradição

A Vinícola Aurora consolida o processo de P&D unindo a tradição cooperativista ao conhecimento tecnológico. No entanto, destaca que a agilidade muda conforme o segmento.

Ao unir a tradição cooperativista ao conhecimento técnico, a Vinícola Aurora reforça o compromisso com sabores que entregam consistência, segurança e identidade. Essa postura fortalece o setor e mostra com clareza todo o cuidado que existe por trás de cada rótulo que chega à taça.

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