O Abril Verde existe para lembrar que segurança no trabalho não é só protocolo: é direito. Para a Cooperativa Vinícola Aurora, esse entendimento já faz parte da rotina e tem se transformado em algo mais profundo do que uma exigência legal. Tornou-se parte do jeito de trabalhar.
Quando se fala em segurança no trabalho no campo, os desafios são específicos. O viticultor trabalha com máquinas e produtos químicos em terreno acidentado e muitas vezes com mão de obra contratada por temporada.
Nesse contexto, não basta distribuir equipamentos de proteção individual (EPI): é preciso construir uma compreensão sobre o porquê de cada cuidado. E isso leva tempo, consistência e confiança.
A Aurora tem apostado exatamente nisso. Continue a leitura para entender como essa mudança acontece na prática.
O GESCAMPO: quando a segurança ganha um programa próprio
A Cooperativa Vinícola Aurora investe no Programa de Gestão de Trabalho e Segurança no Campo, o GESCAMPO, como eixo central de sua estratégia de saúde e segurança nas unidades rurais.
O programa leva ao cooperado orientações práticas sobre como trabalhar com segurança no dia a dia, com foco especial na proteção de toda a família e dos colaboradores contratados, em especial nos períodos de safra.
Para Maurício Bonafé, Gerente Agrícola da Aurora, o diferencial do programa está justamente na forma como ele chegou até as famílias cooperadas: sem imposição, com diálogo.
“O GESCAMPO vem sendo difundido há muitos anos e isso foi um fator primordial para chegarmos aos patamares que estamos hoje. Nada foi feito de forma forçada, mas sim conscientizando o agricultor da importância que o programa de saúde e segurança no campo tem para seu próprio bem-estar e de todos seus familiares. Com isso, percebemos que o entendimento é mais claro e a mudança cultural acontece com mais naturalidade.”
Esse cuidado com a abordagem não é detalhe: ele explica por que a cultura de segurança dentro da Aurora não foi imposta de cima para baixo, mas construída a partir do entendimento coletivo de que cada medida de proteção representa, antes de tudo, cuidado com a própria vida.

Ações que saem do papel: EPIs, treinamentos e proteção de máquinas
Distribuir equipamento de proteção individual é uma etapa. Garantir que ele seja usado corretamente, é outra.
A Aurora entendeu essa distinção e passou a investir em treinamentos específicos para cada contexto de uso.
“Entendemos que não basta somente entregar o EPI, mas também treinar quem vai utilizá-lo para que o faça da melhor forma possível. Por isso, criamos cartilhas de treinamento e fichas de entrega de EPIs, comprovando que todos foram equipados. Também trabalhamos na orientação do uso de EPIs nos momentos de pulverização dos vinhedos, garantindo que o aplicador fique protegido dos produtos”, explica Bonafé.
A documentação das entregas de EPIs é um mecanismo de registro que protege tanto o trabalhador quanto a cooperativa.
Ao registrar que cada pessoa foi equipada e orientada, a Aurora cria uma forma verificável de cuidado, conectando governança e segurança no mesmo gesto.
Entre as iniciativas do GESCAMPO, Bonafé destaca ainda a orientação sobre proteção de partes móveis das máquinas.
Um exemplo concreto é o uso de protetores de cardã nos tratores, equipamentos amplamente usados nos vinhedos e que representam risco sério quando operados sem os dispositivos de segurança adequados.
A atenção a esse tipo de detalhe revela a abrangência do programa que vai do uso de luvas na poda ao funcionamento seguro dos tratores.
Segurança como decisão estratégica
Na Aurora, a pauta de saúde e segurança do trabalhador integra a estratégia como um todo, articulando-se diretamente com os compromissos de governança e sustentabilidade.
“As pessoas são o maior ativo que uma organização pode ter. Na Aurora, isso não é diferente, tanto no quadro social quanto entre os colaboradores. Por isso, prezamos muito pela integridade e segurança de todos os trabalhadores. O programa de saúde e segurança do trabalhador está totalmente alinhado com o planejamento estratégico da cooperativa, fazendo frente à demanda de governança e sustentabilidade. Somente com pessoas bem cuidadas podemos ter uma vida longa, saudável e produtiva”, explica o gerente.
Essa visão conecta o cuidado individual com a longevidade do negócio. Uma cooperativa que investe na saúde de seus cooperados e colaboradores está, ao mesmo tempo, protegendo sua capacidade produtiva, reduzindo riscos operacionais e fortalecendo a confiança que sustenta o modelo cooperativista.

Abril Verde na Aurora
O Abril Verde representa, para a Aurora, uma oportunidade de amplificar mensagens que já fazem parte da rotina.
“Vamos reforçar as ações de prevenção da saúde e segurança dos trabalhadores, sejam eles familiares ou trabalhadores temporários. A orientação vai desde a organização do local de trabalho, até a proteção de máquinas e utilização de equipamentos de proteção individual. Com isso, queremos que haja maior engajamento e entendimento na importância de ter uma vida saudável”, finaliza Bonafé.
Nas pequenas propriedades da Serra Gaúcha, quem trabalha no vinhedo muitas vezes é o familiar, o filho, a mãe, o pai. Incluir a família no escopo da segurança é reconhecer a realidade do campo e tratar a proteção como um valor que atravessa gerações.
O que a Aurora mostra sobre segurança no trabalho
Para uma cooperativa onde as mesmas famílias cultivam os mesmos vinhedos há gerações, proteger a integridade física de cada trabalhador é também uma forma de garantir que essa história continue.
A Aurora é a maior cooperativa vitivinícola do Brasil, com cerca de 1,1 mil famílias cooperadas na Serra Gaúcha e produtos presentes em todo o país e em 17 mercados internacionais.
Para conhecer mais sobre como a Aurora cuida de suas pessoas, de seus vinhedos e de sua tradição, continue navegando pelo nosso site.


