Uvas

Troca de experiências, mais qualidade: como o intercâmbio com outras regiões fortalece a Aurora 

O intercâmbio entre diferentes regiões vinícolas favorece a troca de conhecimentos e técnicas que podem elevar a qualidade do vinho...

Na produção de vinhos, tradição e inovação não precisam seguir caminhos opostos. O intercâmbio entre diferentes regiões produtoras do Brasil e do mundo favorece a troca de experiências e representa a oportunidade de aperfeiçoar processos e capacitar equipes. 

Para a Vinícola Aurora, esse movimento vai além de conhecer novas técnicas de produção de uvas ou de elaboração de vinhos. Trata-se de compreender a cadeia vitivinícola, quais são as tendências que ganham espaço em diferentes mercados e de que maneira esse conhecimento pode contribuir para o desenvolvimento dos produtores associados e da própria cooperativa.

Entenda no texto a seguir como o intercâmbio com outras vinícolas traz benefícios para a Aurora. 

Por que o intercâmbio é importante para as vinícolas? 

A vitivinicultura é profundamente influenciada pelas características de cada território. Uma técnica que apresenta excelentes resultados em uma determinada região pode não ser adequada para outra, justamente porque fatores como clima, solo, relevo, disponibilidade hídrica e ciclo das plantas são diferentes. 

Por isso, uma das principais contribuições do intercâmbio entre regiões produtoras está na possibilidade de observar outros modelos de produção e, a partir deles, ampliar o conhecimento sobre a própria realidade.

De acordo com o engenheiro agrônomo e gerente agrícola da Cooperativa Vinícola Aurora, Maurício Bonafé, essa troca de experiências permite aprofundar o conhecimento sobre o assunto, agregando técnicas de produção que podem ser aplicadas junto dos cooperados. 

“A troca de experiências faz com que sejamos mais assertivos na tomada de decisão. Observando as tendências conseguimos visualizar o que vem pela frente e traçar o futuro da produção de uvas da nossa região. Como sempre digo, nem sempre precisamos inventar a ‘roda’, mas buscar aprender com quem a inventou e lapidá-la para que seja possível aplicar a técnica na nossa realidade de produção”, afirmou. 

Experiências nacionais e internacionais da Vinícola Aurora 

De acordo com Bonafé, a Vinícola Aurora já participou de intercâmbios com vinícolas do Brasil e do exterior com o objetivo de entender como as tendências de mercado podem ser aplicadas na Serra Gaúcha. 

“Por exemplo, conhecemos regiões produtoras de uvas de São Paulo e Minas Gerais, onde se aplica a técnica da dupla poda. Ela não é aplicável na nossa região, mas nos deu ensinamentos de fisiologia da planta onde mudamos alguns conceitos e aplicamos novas técnicas de manejo junto aos nossos associados”, comentou.  

Fora do Brasil, profissionais da cooperativa estiveram presentes em vinícolas na Europa e América do Sul.

“Visitamos regiões produtoras de vinhos da Argentina e Itália, onde aperfeiçoamos nossas técnicas de rastreabilidade, de manejo, gestão de resíduos, recebimento de uva na safra e avaliação de padrões de qualidade das uvas”, completou Bonafé. 

Esses elementos são fundamentais para a qualidade de um vinho, em um cenário cada vez mais competitivo. Segundo dados da Organização Internacional da Vinha  e do Vinho (OIV),  o Brasil consumiu 4,4 milhões de hectolitros de vinho em 2025,  uma alta de 41,9% comparado com os índices identificados em 2024.

Ao conhecer como diferentes regiões lidam com os desafios de produção, a Aurora amplia seu repertório e encontra novas possibilidades para aperfeiçoar sua operação.

Troca de conhecimentos é uma via de mão dupla 

Não é apenas a Vinícola Aurora que utiliza o intercâmbio como forma de aperfeiçoar os seus conhecimentos. O processo inverso também ocorre, com produtoras querendo aprender com a cooperativa. 

Segundo Maurício Bonafé, várias regiões produtoras do Brasil e do exterior procuram a Aurora para compartilhar seus conhecimentos. 

“As principais técnicas que são buscadas se referem ao manejo na produção de uvas, levando em consideração o equilíbrio entre volume e qualidade, novas tecnologias na viticultura como a condução do vinhedo para colheita mecânica e a aplicabilidade dos drones nos manejos de pulverização. Também temos demandas no manejo e fertilidade do solo”, comentou. 

Para contribuir ainda mais com o setor, a cooperativa realizou o Vitis Aurora, feira agrícola que reúne as principais técnicas estudadas pela vinícola e seus parceiros. O evento, realizado em 2025, contou com palestras e painéis de discussão voltados para o desenvolvimento do setor vitivinícola e troca de conhecimentos. 

Tecnologia e boas práticas caminham juntas

A atualização tecnológica é outro resultado importante do processo de intercâmbio. Ao conhecer diferentes regiões produtoras, a Vinícola Aurora consegue acompanhar como ferramentas e equipamentos estão sendo utilizados em outros mercados e avaliar suas possíveis aplicações.

Mas a tecnologia, por si só, não garante melhores resultados. Ela precisa estar acompanhada de conhecimento técnico, planejamento e capacidade de adaptação.

É por isso que a troca de experiências tem um papel tão relevante. Ela permite observar a tecnologia em funcionamento, compreender seus benefícios e limitações e analisar se sua aplicação é adequada às condições locais.

“Quando buscamos imersão em outras regiões produtoras sempre voltamos para casa com conhecimentos e formas diferentes de visualizar os processos que hoje são aplicados à nossa realidade. Este tipo de ação faz com que consigamos moldar nosso conhecimento, identificando os padrões de produção do mundo e não somente focados em nossas técnicas”, explicou o gerente agrícola da cooperativa. 

Vinícola Aurora conectada com o futuro da vitivinicultura 

A troca de experiências com outras regiões produtoras mostra que a evolução da vitivinicultura é um processo coletivo.

Ao participar de imersões no Brasil e no exterior, a Cooperativa Vinícola Aurora amplia seu contato com diferentes realidades da produção de uvas e vinhos. Ao mesmo tempo, compartilhar seus próprios conhecimentos com produtores e profissionais, a cooperativa contribui para que essa rede de aprendizado continue crescendo.

O resultado é uma cooperativa mais preparada para acompanhar transformações, incorporar boas práticas, melhorar a qualidade dos vinhos e buscar novas soluções para os desafios da produção. Confira mais conteúdos no blog da Vinícola Aurora.