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Do campo à taça: os cuidados da Vinícola Aurora com a segurança de seus produtos

Na Vinícola Aurora, a segurança dos produtos envolve pessoas, processos, instalações e controles que acompanham cada etapa da produção....

Dos cuidados com o manejo das videiras no campo à distribuição dos produtos que chegam às taças do Brasil e do mundo, a segurança dos alimentos é uma responsabilidade que acompanha todas as etapas da produção da Cooperativa Vinícola Aurora.

A Aurora tem entre suas principais diretrizes a responsabilidade de garantir que cada produto que ganha as prateleiras tenha seus riscos físicos, químicos ou biológicos controlados, e devidamente acompanhado de informações transparentes e responsáveis. 

Assim, a partir do estabelecimento e manutenção de ferramentas de monitoramento, busca-se garantir que os produtos sejam elaborados atendendo aos requisitos legais, aos padrões de qualidade e aos critérios estabelecidos, algo que está diretamente relacionado à proteção do consumidor e à confiança na marca. 

Continue a leitura e saiba mais sobre como, na Vinícola Aurora, a segurança dos nossos produtos é um cuidado que envolve pessoas, processos, instalações, equipamentos, matérias-primas, fornecedores e controles ao longo de toda a cadeia produtiva.

O que a segurança dos alimentos representa na Cooperativa Vinícola Aurora?

O respeito à segurança dos alimentos dentro da Cooperativa Vinícola Aurora representa um compromisso que está presente em todas as etapas do processo produtivo, desde o recebimento da uva até a expedição do produto final.

A certificação contempla todo esse fluxo, o que significa estabelecer e manter controles para garantir que os produtos sejam elaborados sob condições adequadas, atendendo aos requisitos legais, aos padrões de qualidade e aos critérios estabelecidos pelo sistema de gestão. 

“A Cooperativa Vinícola Aurora conquistou sua primeira certificação em segurança dos alimentos em 2014. Desde então, trabalhamos continuamente para fortalecer essa cultura, aprimorar nossos processos e assegurar que essa seja uma responsabilidade compartilhada por todos que participam da cadeia produtiva”, afirma Daniele Meotti Civardi, analista de sustentabilidade da cooperativa.

O tema “Confiança nos produtos e serviços” é um dos destaques do “Relatório de Sustentabilidade 2025/2026”, publicação anual que contempla a estratégia ESG da Aurora no período compreendido entre 1º de agosto de 2025 e 31 de julho de 2026, e divulgado em 11 de setembro.

Clique aqui e acesse o relatório na íntegra. 

Certificações ISO 9001 e FSSC 22000: o que indicam?

A Cooperativa Vinícola Aurora possui duas certificações que se complementam: a ISO 9001, voltada para a gestão da qualidade, e a FSSC 22000 (sigla que vem do inglês “Food Safety System Certification 22000”), direcionada especificamente à gestão da segurança dos alimentos.

Norma internacional que estabelece requisitos para um Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ), a ISO 9001 busca garantir que os processos sejam planejados, controlados e continuamente aprimorados, com foco na padronização, no atendimento aos requisitos dos clientes, na avaliação de resultados e na melhoria contínua.

“A ISO 9001 permite que a organização tenha processos mais estruturados e consistentes, assegurando a qualidade dos produtos e serviços”, explica. 

Já a FSSC 22000 tem como foco a segurança dos alimentos. Seu sistema é baseado na ISO 22000 e incorpora programas de pré-requisitos específicos para o setor, além de requisitos adicionais do esquema FSSC.

Entre os principais aspectos avaliados estão a análise e o controle de perigos relacionados à segurança alimentar, boas práticas de fabricação, higiene, rastreabilidade, gestão de fornecedores, defesa dos alimentos, prevenção à fraude, gestão de incidentes e outros procedimentos necessários para garantir a produção de alimentos seguros.

“De forma simplificada, podemos dizer que a ISO 9001 olha para a qualidade e a consistência dos processos e produtos, enquanto a FSSC 22000 olha especificamente para os riscos que podem comprometer a segurança dos alimentos. São sistemas diferentes, mas que trabalham de forma integrada dentro da cooperativa”, diz a analista de sustentabilidade.

Daniele explica que a conquista e, principalmente, a manutenção dessas certificações exigem um trabalho contínuo, indo além das auditorias periódicas dos organismos responsáveis.

No dia a dia, a manutenção das certificações envolve o cumprimento de:

  • Procedimentos;
  • Monitoramentos;
  • Análises;
  • Treinamentos;
  • Manutenção de equipamentos e instalações;
  • Controles de processos;
  • Avaliação de fornecedores;
  • Auditorias internas;
  • Tratamento de não conformidades;
  • Acompanhamento de indicadores.

Segundo Daniele, há também o envolvimento de diferentes áreas e níveis da organização, pois a excelência e a segurança dos alimentos são responsabilidades compartilhadas. As auditorias externas verificam não apenas a existência dos procedimentos, mas principalmente se eles estão implementados e funcionando na prática.

“Por isso, mais do que certificados, essas normas representam uma cultura de gestão, disciplina operacional e melhoria contínua, que contribui para entregar ao consumidor produtos com padrão e, no caso da FSSC 22000, seguros para o consumo”, pontua. 

Controle de matérias-primas, insumos e embalagens

Na Cooperativa Vinícola Aurora, o controle e seleção de matérias-primas, insumos e embalagens começa antes mesmo de esses materiais entrarem no processo produtivo, já que eles passam por critérios de avaliação e aprovação.

No recebimento, são realizadas conferências para verificar, entre outros aspectos, as condições do material, identificação, lote, validade, integridade das embalagens e documentação aplicável.

Também existem critérios para a qualificação e o acompanhamento dos fornecedores, garantindo que os materiais utilizados atendam às especificações estabelecidas pela cooperativa.

“Durante o processo, esses materiais permanecem sob controles que permitem manter sua identificação e rastreabilidade, além de condições adequadas de armazenamento e utilização. Para materiais que entram em contato diretamente com o produto, há uma atenção especial para garantir que sejam adequados ao uso pretendido e não representem riscos à segurança dos alimentos”, explica Daniele.

Um exemplo de protocolo que o consumidor dificilmente percebe está justamente na avaliação e liberação de materiais que entram em contato com o produto.

Antes de uma embalagem ou outro insumo ser utilizado, existem especificações e critérios que precisam ser atendidos.

“É um trabalho que acontece nos bastidores, mas é fundamental, porque qualquer material em contato com o alimento pode representar um risco físico, químico ou microbiológico se não for adequadamente controlado.”

Outro ponto essencial é a rastreabilidade por lote, pois ela permite identificar a origem dos materiais utilizados e relacioná-los ao produto final. Dessa forma, caso seja identificada alguma ocorrência, a cooperativa consegue atuar de maneira mais rápida e direcionada.

“São controles que muitas vezes não são percebidos pelo consumidor, porque o resultado esperado é justamente que nada aconteça: que o produto chegue à mesa com a qualidade e a segurança esperadas”, diz a analista de sustentabilidade da Vinícola Aurora.

Sistema de rastreabilidade, auditoria e melhoria contínua da Vinícola Aurora 

A rastreabilidade é um dos elementos fundamentais para garantir a segurança dos produtos. Esse sistema permite acompanhar o produto ao longo de todo o processo, desde a origem da matéria-prima até o produto final, mantendo as informações necessárias para identificar lotes, insumos e etapas de produção.

Na Vinícola Aurora, ela começa com o recebimento da uva dos cooperados e segue durante as diferentes etapas do processo produtivo, passando pelo processamento, elaboração, envase, armazenamento e expedição.

Dessa forma, é possível estabelecer a relação entre as matérias-primas e insumos utilizados, e o produto final, permitindo identificar a origem e o destino de cada lote.

“Além da rastreabilidade, contamos com controles e análises realizados ao longo do processo para verificar se os produtos e processos estão atendendo aos padrões estabelecidos. Esses protocolos permitem identificar possíveis desvios antes que eles avancem para as etapas seguintes e, quando necessário, tomar ações corretivas”, conta.

Daniele explica que as auditorias também têm um papel muito importante nesse processo. São realizadas auditorias internas e externas, que avaliam tanto os procedimentos quanto a sua efetiva aplicação na rotina.

“Quando uma não conformidade é identificada, buscamos entender sua causa, estabelecer as ações necessárias e acompanhar sua implementação e eficácia, evitando que o problema volte a ocorrer.”

“A melhoria contínua acontece justamente a partir desse ciclo: monitorar, avaliar, identificar oportunidades ou desvios, agir sobre as causas e verificar os resultados. Os dados das análises, os resultados das auditorias, os indicadores e as ocorrências são utilizados para direcionar melhorias nos processos”, continua.

Portanto, a integridade dos produtos não depende de um único controle, visto que ela é resultado de um conjunto de barreiras e verificações que funcionam de forma integrada.

Desse modo:

  • A rastreabilidade permite saber de onde veio e para onde foi cada produto;
  • As análises e monitoramentos ajudam a verificar sua conformidade;
  • As auditorias e ações de melhoria garantem que o sistema seja constantemente avaliado e aprimorado.

“É esse trabalho contínuo, realizado por diferentes áreas e profissionais, que permite à Cooperativa Vinícola Aurora fortalecer cada vez mais a segurança e a confiabilidade dos seus produtos”, destaca.

De que maneira a segurança dos alimentos se relaciona com a estratégia ESG da cooperativa?

A segurança dos alimentos está diretamente relacionada à estratégia ESG, sigla para ambiental, social e governança da Cooperativa Vinícola Aurora, principalmente porque envolve responsabilidade, transparência, cuidado com as pessoas e compromisso com a sociedade.

Garantir que um produto seja seguro para o consumo vai muito além de atender a uma exigência técnica ou regulatória: é uma forma de respeitar o consumidor e cumprir o nosso papel como empresa responsável.

“Dentro da dimensão social, a segurança dos alimentos está diretamente ligada à proteção e ao bem-estar dos consumidores. Quando colocamos um produto no mercado, temos a responsabilidade de assegurar que ele atenda aos padrões de qualidade e segurança estabelecidos”, diz a analista de sustentabilidade da cooperativa.

Também existe uma relação importante com a dimensão de Governança, uma vez que sistemas como a ISO 9001 e a FSSC 22000 estabelecem processos, responsabilidades, controles, auditorias e mecanismos de melhoria contínua. Tudo isso contribui para uma gestão mais estruturada, transparente e responsável dos riscos relacionados aos produtos.

“Podemos, sim, dizer que garantir um produto seguro é uma forma de responsabilidade social e de respeito ao consumidor. A confiança do consumidor é construída justamente por meio dessas práticas que muitas vezes não são visíveis no produto final, mas que estão presentes em toda a cadeia produtiva”, diz Daniele.

Para a Aurora, ESG significa olhar para o negócio de forma integrada e responsável, e esse olhar faz parte do compromisso de gerar valor de forma sustentável não apenas para a cooperativa, mas também para os cooperados, colaboradores, consumidores, parceiros e para a sociedade.

“No final, existe uma relação muito simples: um produto seguro é um compromisso com a vida, com a saúde e com a confiança de quem escolhe a Aurora. E isso é, sem dúvida, uma expressão concreta de responsabilidade e sustentabilidade”, completa.

Na Cooperativa Vinícola Aurora, os cuidados com os produtos vão além de normas e certificações.

Estar atento à qualidade dos vinhos, espumantes e sucos que chegam à mesa dos consumidores faz parte da cultura da vinícola e da responsabilidade de oferecer produtos com excelência, padrão e segurança. 

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