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Conheça o Programa de Desenvolvimento de Novas Variedades da Vinícola Aurora

Pesquisa por novas variedades de uvas garantem que a Vinícola Aurora amplie seus produtos e se mantenha competitiva no mercado...

A evolução do vinho brasileiro nas últimas décadas não vem do acaso. Para atingir patamares elevados de qualidade, é necessária uma verdadeira revolução tecnológica que começa no vinhedo. A Vinícola Aurora faz parte da vanguarda desse movimento com o Programa de Desenvolvimento de Novas Variedades.

Com 1,1 mil famílias associadas, a Vinícola Aurora produz mais de 60 variedades de uvas, cultivadas em 2,8 mil hectares de área. Por meio de pesquisas de novas variedades, é possível elevar o patamar dos vinhos e fazer com que a cooperativa se mantenha competitiva no mercado.

Confira no texto a seguir como funciona o Programa de Desenvolvimento de Novas Variedades e a importância dele para os cooperados.

O Programa de Desenvolvimento de Novas Variedades

O Programa de Desenvolvimento de Novas Variedades nasceu com o objetivo de selecionar e recomendar uvas com alto potencial produtivo e qualitativo, boa adaptação às condições locais e atendimento às demandas do mercado, contribuindo para a sustentabilidade e competitividade da produção dos cooperados.

Neste cenário, a Vinícola Aurora busca a padronização, eficiência e qualidade da matéria-prima de seus vinhos. Por isso, a seleção de variedades busca reduzir riscos do plantio inadequado, favorece o aumento da renda dos cooperados e, consequentemente, melhora a qualidade dos vinhos.

Etapas do Programa

O Programa de Desenvolvimento de Novas Variedades da Vinícola Aurora é dividido em três etapas. São elas:

Etapa 1: Diagnóstico e planejamento

Consiste no diagnóstico da situação atual da viticultura, levantamento das condições edafoclimáticas (solo, relevo, altitude, clima) e definição de metas e critérios de seleção: produtividade, sanidade, qualidade, aceitação comercial.

Etapa 2: Implantação de áreas experimentais

Nesta etapa, é realizada a criação de unidades demonstrativas ou parcerias experimentais em propriedades representativas, onde se busca realizar testes de diferentes variedades e porta-enxertos, em conjunto com instituições de pesquisa (ex: Embrapa Uva e Vinho, universidades).

Depois, os dados do ciclo de desenvolvimento são monitorados, observando a brotação, floração, maturação, produtividades, acidez, coloração, entre outros fatores.

Etapa 3: Seleção e recomendação

Por fim, ocorre a escolha das variedades mais promissoras com base em resultados técnicos e econômicos, onde são divulgadas as recomendações por meio de boletins técnicos, dias de campo e palestras.

Lorena: um exemplo de sucesso

Um dos cases de sucesso do Programa de Desenvolvimento de Novas Variedades da Vinícola Aurora é a uva batizada de “Lorena”.

Segundo o engenheiro agrônomo da Vinícola Aurora, Flávio Rotava, o nome foi escolhido pelos pesquisadores que participaram do projeto como uma homenagem a uma cooperada chamada Lorena Tomasin, mãe do hoje cooperado Eduardo Tomasin.

Ela era proprietária de uma das áreas experimentais na Serra Gaúcha, no município de Pinto Bandeira, onde 1 hectare da nova variedade foi avaliado durante a fase de validação, de 1994 até seu lançamento oficial, no ano de 2001, na Expointer, onde Dona Lorena foi homenageada.

“Por conta desse vínculo afetivo e do reconhecimento pela colaboração, os pesquisadores decidiram batizar a variedade com o nome ‘Lorena’, em homenagem à parceira rural que contribuiu para o sucesso da pesquisa”, afirmou Flávio.

Como as variedades são criadas?

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O Programa de Desenvolvimento de Novas Variedades nasceu com o objetivo de selecionar e recomendar uvas com alto potencial produtivo e qualitativo

De acordo com Flávio Rotava, novas variedades de uvas podem ser obtidas em cruzamentos de diferentes tipos, em ambiente controlado. Normalmente, isso é feito por uma empresa de pesquisa privada ou governamental, como a Embrapa.

Outra opção envolve a seleção de mutações com características técnicas, enológicas ou ambas, para que se sobressaiam na nova variedade.

“Após isso, as seleções são validadas a campo e enologicamente. Se aprovadas, são liberadas para propagação e plantio”, afirmou o engenheiro agrônomo.

Qual a importância das novas variedades?

Investir em novas variedades de uvas é fundamental para que uma cooperativa se mantenha competitiva e sustentável.

Os novos tipos desenvolvidos apresentam melhor adaptação climática, maior resistência a doenças e maior produtividade, o que reduz custos de manejo e aumenta a eficiência dos vinhedos dos cooperados.

Além disso, essas variedades permitem melhorar a qualidade da matéria-prima destinada à produção de vinhos e sucos, possibilitando à cooperativa diversificar e ampliar sua linha de produtos.

“Essa inovação eleva o padrão de qualidade dos produtos finais e abre espaço para novos mercados e consumidores mais exigentes, fortalecendo a imagem da cooperativa como moderna e sustentável”, explicou Flávio.

Por fim, o investimento em novas variedades beneficia diretamente os cooperados, que passam a produzir uvas de maior valor e com menor risco de perda por doenças ou condições climáticas adversas.

“Ao mesmo tempo, a cooperativa consolida sua base produtiva, reduz impactos ambientais e garante maior rentabilidade coletiva, promovendo o desenvolvimento regional e a valorização da viticultura local”, completou o engenheiro agrônomo.

Inovação é a marca da Aurora

Desde 1931, a Vinícola Aurora preza pela inovação para trazer ainda mais competitividade para os cooperados no mercado de vinhos.

Com raízes no cooperativismo, desenvolvemos uma economia sustentável, na qual o produtor rural tem seu trabalho reconhecido e prestigiado, impulsionando a produção local e melhorando a qualidade de vida no campo.

Para saber mais novidades sobre a Aurora, acompanhe o nosso blog.